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Por Biblioteca Comunitaria
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04 de October de 2008 |
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MILAGRES por Carol Borne Minha mão estava fria apesar da luva que eu havia retirado pouco antes. Naquele instante eu desejei ue meu toque gelado provocasse a mais ínfima reação e te fizesse despertar. Foi o fragmento de um segundo vestido de um sentimento tão ntenso, que nem deus acreditaria. Eu quis tanto te fazer acordar! Eu quis tanto que a minha fé de ocasião tivesse realmente o poder de mover todas as ontanhas e placas tectônicas da Terra. Eu queria você de volta com o meu pequeno milagre. Para trazer à tona inha crença adormecida de que coisas boas acontecem para quem acredita nelas. E eu acreditei com todas as forças. Naquele fiapo de tempo eu jurei ser capaz. Porém, enquanto o meu mais profundo e inabalável pedido aos céus ão era atendido, minha ficha caiu. Tudo a que buscamos, em vão, nos agarrar, movidos pela esperança, não passa de lusão. E também aprendi que nenhum desejo, desprovido de egoísmo ou não, é apaz de mudar a condição inabalável das coisas. Nada se transforma. Lavoisier se enganou. A vida é um ponto final que perdemos. Ela não suporta o hiato de um milagre porque eles não existem. Por isso não podemos tê-los. Embora você, não eu, merecesse um.
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Última Atualização ( 12 de October de 2008 )
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